segunda-feira, 19 de abril de 2010

C.F. União - 1 Cruzado Canicense - 2

Quando dispomos em campo o que sabemos fazer, tudo parece ser mais fácil.
Demonstramos durante grande parte do primeiro tempo o que sabemos fazer, circulação de bola de forma segura e rápida transitando para o ataque sempre de foram apoiada. Conseguimos manter os nossos sectores sempre juntos, demonstrando uma confiança exemplar em cada movimento atacante e defensivo.
Desta forma até parecia que o adversário estava um pouco perdido, de vez em quando optando por limpar as jogadas de qualquer forma, causando várias faltas.
Exemplo disso foi a falta cometida a meio do meio campo do nosso adversário que originou o primeiro golo. O livre é batido de forma forte e colocada (por Artur Oliveira, aos 33 minutos), não dando qualquer hipótese ao Guarda-Redes adversário, de suster este remate.
Estava feito o um a zero, e desta forma colocava alguma justiça no resultado, no que até então, tínhamos feito em campo.
Inconscientemente demos algum espaço ao adversário, não percebemos bem porquê, pois mesmo assim não criaram problemas de maior, obrigando uma ou outra vez o nosso Guarda-Redes Ica de sair dos postes afim de interceptar algumas bolas bombeadas para a nossa área.

Iniciamos a segunda parte da mesma forma que tínhamos feito na primeira e voltamos a marcar passados 3 minutos, através de uma bola desviada pelo Guarda-Redes adversário para o segundo poste, onde estava o Eusébio que encostou para o fundo das redes sem qualquer oposição.
A partir daí sabíamos que o União iria usar tudo e mais alguma coisa para poder dar a volta ao resultado, mas conforme nos parecia . . . neste jogo nada nos poderia retirar os três pontos. Não digo isto porque os três pontos já estão deste lado, mas foi realmente o que esperávamos quando entramos em campo e como tal assim o fizemos desde o apito inicial do árbitro.
Desta forma as alterações feitas pelo adversário foram todas direccionadas para o ataque, continuando a praticar um futebol com bastante profundidade e obrigando os nossos defensores a estarem muito mais em jogo e atentos.
Acabam por reduzir a desvantagem, de uma forma infeliz (para o nosso Guarda-Redes) que vê uma bola batida de longe, em que estira-se mas não chega, acabando esta por bater e ser devolvida pelo poste, ressaltando nas suas costas e entrar na baliza.
A partir do golo adversário manteve-se a mesma toada de jogo e até criamos uma ou outra boa hipótese de aumentar o resultado, podendo enumerar uma bola cabeceada pelo nosso avançado Bruno Câmara que de tão bem colucada passou a rasar o poste contrário, quando este já tinha o Guarda-Redes e defesa fora da jogada.
A concentração, entrega e união transformão-se nestes resultados . . .

Para além da infelicidade do golo, o Ica esteve bastante seguro, ultrapassando a dor que o incomodava (na coxa direita). O trabalho que se lhe deparou foi geralmente fora dos postes, alinhando pela mesma bitola da sua defesa . . . onde na segunda parte estiveram mais em jogo e sempre atentos.

__________IMPRENSA__________


Edão do Diário de Notícias/ Desporto / 2010-04-19



Edição do Jornal da Madeira/ Desporto / 2010-04-19

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